Quem sou...

É difícil dizer como você realmente é, pois nós somos "coisas" diferentes de acordo com a maneira que as pessoas nos veêm, então você, meu leitor, após ler pelo menos dois de meus posts, diga-me o que você enxerga de seu ponto de vista privilegiado, a fim de ajudar-me a saber quem eu sou.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

(In)felizes Devaneios

Há um tempo me pego refletindo acerca de um tema que é recorrente na vida de todas as pessoas, seja de forma direta ou indireta; penso no que muitos filósofos se propuseram e ainda propõem discutir, entender, explicar; não tenho pretensão nenhuma de me comparar a tais estudiosos, mas sim, apresentar minha visão a respeito da felicidade.
O primeiro ponto é “O que é a felicidade?”, de modo bastante redundante podemos definir como um estado em que estamos felizes, mesmo que não tenhamos percepção de tal estado. A felicidade não é permanente, portanto já adianto que não acredito na frase felizes para sempre, essa frase pode se encaixar bem nos contos de fada como um modo simples de finalizar o conto e tirar expectativas a respeito da continuidade da vida daquele personagem por quem nos apegamos, porém, a vida não é um conto de fadas. Os sentimentos que nos trazem alegria, por menor que seja, são fontes de felicidade e podem ser “dimensionados” em diferentes intensidades; obviamente a alegria em ter comprado aquele item que sempre sonhou é diferente do que a alegria em rever alguém que tanto gosta. Então aprimorando a definição: felicidade é um estado (provisório) proveniente de sentimentos bons que nos trazem alguma satisfação.
Tendo em mente que a felicidade não é aquele pote de ouro, que uma vez alcançado não precisamos mais nos preocupar, nos deparamos com outra questão “Como ser feliz?”. A ideia principal não é ser feliz, mas estar feliz. Como dito, a felicidade é um estado e o segredo está basicamente em encontrar os sentimentos que nos trazem sentimentos bons. É recorrente ver pessoas colocando metas grandiosas como um parâmetro para felicidade (conseguir se formar, comprar uma casa, atingir a meta no trabalho etc.), e não há problema nenhum nisso. A questão principal é a caminho percorrido até a conquista (ou não) de tal objetivo, tomemos como exemplo a conclusão de um curso: o aluno se esforça tanto tentando aprender aquela disciplina, passa noites estudando para as provas, deixa de participar de eventos legais para poder fazer ou se preparar para os trabalhos, enfim, tem todo um caminho penoso até o dia da formatura ou a conclusão do semestre; obviamente aquela conquista (caso alcançada) terá um sabor delicioso e a felicidade será imensa, porém ela acabará e a pergunta que fica é: valeu a pena todo o período de não felicidade para alcançar tal estado efêmero?
Aqui faço uma proposta que pode parecer simples, mas não é tão fácil de se seguir; por que não tentamos buscar momentos de satisfação no meio das grandes conquistas que traçamos para a nossa vida? Podemos valorizar as provas que foram difíceis e nos presentear com um momento de recompensa, usar os fins de semana para ficar perto daqueles que gostamos, presentear-se com a bebida que mais gosta, ir ao show do seu artista preferido, cantar, dançar, ler, ir ao parque, ou seja, buscar pequenas doses de felicidade em atitudes simples, reduzir um pouco a preocupação com relação a algo que ainda está distante (mas sem perder o foco). Assim, o caminho até o “the big one”, aquele grande objetivo, pode ser mais leve, menos desgastante. Gosto de imaginar esses momentos na forma de gráficos (como mostrarei a seguir):


O gráfico a) mostra todo o prepara para uma grande conquista, em que as preocupações e sacrifícios se sobressaem aos momentos de satisfação, dando uma resultante de não felicidade, apesar de uma grande dose de felicidade quando o objetivo foi alcançado. O gráfico b) mostra um caminho até a grande conquista composto por alguns momentos de felicidade, que apesar de não ser tão intenso quanto à grande conquista, podem ser o suficiente para deixar a vida mais leve. Como foi dito anteriormente, não é nada fácil de se alcançar essa situação ideal, mas é uma boa ideia para tentar encarar a vida.
O que eu gostaria de deixar como reflexão são alguns pontos:
* a felicidade não é eterna;
* a felicidade não está apenas nas grandes conquistas;        
* podemos encontrar felicidade sempre, mesmo nas dificuldades ou no caminho daquilo que tanto almejamos;
* TODOS podemos estar felizes, basta encontrar aquilo que lhe traz satisfação;
Para finalizar, gostaria também de dizer que está tudo bem não se estar feliz de vez em quando, está tudo bem ficar triste com as situações difíceis, só não se esqueça que assim como a felicidade, a tristeza também é um estado temporário, em algum momento ele acaba e os momentos felizes aparecem.    



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