Quem sou...

É difícil dizer como você realmente é, pois nós somos "coisas" diferentes de acordo com a maneira que as pessoas nos veêm, então você, meu leitor, após ler pelo menos dois de meus posts, diga-me o que você enxerga de seu ponto de vista privilegiado, a fim de ajudar-me a saber quem eu sou.

domingo, 18 de março de 2012

Desvaneio

Abro os olhos e desconheço o lugar. A luz me cegava momentaneamente, talvez fosse esse o motivo pelo qual eu não reconheci aquele quarto. Pisquei umas três vezes, mas meu esforço foi em vão. Sentei-me na cama macia em que eu antes estava deitado, lençóis e travesseiros brancos, o piso em madeira, paredes com desenhos de flores pequenas verdes e o fundo branco também. A porta estava fechada, mas o ambiente era tão aconchegante que eu sequer tive vontade de sair.

Fechei os olhos e tentei lembrar o que havia feito na noite anterior, bem, saí sozinho, fui em um barzinho, tomei um Whisky e encontrei um colega, ele estava acompanhado, então decidi sair. Fui para a praça, sentei e comecei a olhar a movimentação: crianças correndo, casais namorando, vendadores de cachorro quente, algumas pessoas fazendo exercício e o motivo pelo qual estou aqui agora, uma garota andando em minha direção, com um vestido azul turquesa balanço lateralmente na direção do vento. Cabelos louros esvoaçando na mesma direção e seu olhar fixo em minha direção.
Não era uma garota qualquer, era a perfeição que caminhava suavemente por aquela praça, onde até mesmo aquela luz tosca que era emitida pelo poste, perecia contribuir para a sua beleza.

A porta se abriu, era ela novamente ainda mais linda, com a camisola de seda curta, entrando pelo quarto com um sorriso matinal esplêndido. Deitou na cama acariciou o meu peito, nesse momento consegui visualizar a aliança, olhei repentinamente para a minha mão e vi uma idêntica, e me dei conta de que aquele era o quarto da minha nova casa e aquela era a minha querida esposa.


domingo, 4 de março de 2012

Eu quero, eu posso, eu vou!

A pouco tempo eu me perguntei qual era o meu verdadeiro objetivo nessa vida, e por que eu me entregava tão vividamente aos estudos, por que levava tudo relacionado à escola tão a sério.
Bom, busquei na minha infância...
...tive chance de ser desenhista, mas a preguiça de pintar os meus desenhos, avançados para a minha idade, me fizeram perder a prática e perder esse dom. 
Pude ser lutador de capoeira, mas o fato de o meu irmão já seguir esse caminho me fez procurar algo diferente, algo "melhor", dai parti para o judô,  tudo iria dar certo, mas o meu péssimo comportamento em sala de aula fez com que meus pais me tirassem desse esporte. 
Segui em frente e decidi retomar o dom dos desenhos, tentei mangá e pintura de quadros, mas novamente a maldita preguiça tomou o meu corpo, e fez com que eu novamente desistisse. 
A era do violão foi uma que tinha tudo pra dar certo, me adaptei ao instrumento mesmo sendo o único canhoto do grupo, mas faltava o mais importante, o sentimento. Eu não conseguia sentir a música, e com isso apenas passava as notas, sem ritmo ou melodia.
Depois de um tempo sem fazer nada efetivamente, achei a minha paixão, aquela que podia me fazer ir pra frente, onde eu me entregava de corpo e alma: o Futebol. Nele achei valores, e pude me sentir útil, pude me sentir capaz de evoluir e ser mais do que um estorvo, forma anos maravilhosos, até eu perceber que os sonhos do homem não são movidos apenas por vontade, sempre te que envolver dinheiro, e com isso acabaram os meus dias de ouro no futebol.
Desiludido e desacreditado, jurei nunca mais desistir do meu sonho, aquele que tem um caminho para se seguir com vontade, determinação, amor e sem o uso efetivo do dinheiro, esse caminho era o caminho da sabedoria, dos estudos. Nesse caminho eu posso me formar em uma universidade pública, posso em fim crescer e realizar os sonhos daqueles que cercam a minha vida.