Quem sou...

É difícil dizer como você realmente é, pois nós somos "coisas" diferentes de acordo com a maneira que as pessoas nos veêm, então você, meu leitor, após ler pelo menos dois de meus posts, diga-me o que você enxerga de seu ponto de vista privilegiado, a fim de ajudar-me a saber quem eu sou.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Passa ano...

Chega o fim do ano e vejo tudo que fiz, tudo que desejo fazer e então coloca na balança para ver se evolui, na maioria das vezes não consigo definir, porque simplesmente me acho incapaz de fazer mais do que já fiz, o no outro ano eu me surpreendo e vejo que me superei....
O mais engraçado é que os sonhos vão amadurecendo de tal forma que as vezes até se passa de forma despercebida, de um carrinho para uma vaga na faculdade. Cresço e não percebo, fico feliz por conseguir em fim enxergar isso.

Sinto sentimentos que causam outras sensações

(Sei que o título é um pleonasmo, mas foi proposital)
Os sentimentos passam por mim de uma maneira tão engraçada e ao mesmo tempo de um modo tão estranho, que até perece que eu os sinto de um jeito diferente, um jeito que não deveria ser aquele.
Qualquer sentimento me parece ser uma descarga elétrica que passa pelos meus membros, percorrem meu tronco, passeia pela minha nuca deixando-me arrepiado, até chegar no meu rosto, depois disso, o rosto esquenta, e o resto do corpo esfria, como se parte do corpo estivesse em um poço d'água e a cabeça num forno.
Isso ocorre com todos os sentimentos mas cada etapa com intensidades diferentes, no medo a descarga elétrica me paralisa por muito tempo, até eu perceber que estou a salvo, então as outras partes chegam. Na alegria, essa descarga me faz tremer inteiro, mas ao contrario do medo, me faz pular e correr e gritar e até chorar. Quando estou amando intensamente, (só me ocorreu uma vez) minhas pernas tremem e querem me derrubar, o frio no corpo passa muito rápido e uma nova ação em meu corpo ocorre, o meu coração acelera de tal modo que parece querer pular do peito, como se ele quisesse estar ao lado da amada, como se ele quisesse tomar a decisão e ficar perto do coração dela. Na raiva, o rosto fica quente desde o primeiro impulso elétrico, antes mesmo de passar o frio pelos membros e troncos, e perco a noção de quem está ao meu lado, até que os impulsos parecem perder a carga e o frio toma conta do corpo inteiro, esfriando a cabeça.
A intensidade de cada sentimento é tão estranha, que muitas vezes eu esqueço quem eu realmente sou.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sinto falta

Sinto falta de alguém ao meu lado, alguém para me abraçar sem ser por pura amizade, me abraçar por amor, desejo.
Sinto falta de alguém para me olhar nos olhos, saber o que estou pensando e ao final da longa traca de olhares me dizer: EU TE AMO.
Sinto falta daquela garota que é o oposto de mim, que reclama das minhas idiotices, das manias, que me protege do perigo e me alerta sobre a vida, aquela que depois de uma grande discussão muda completamente o olhar - de fera em ataque para fada em encantos - e depois disso fala que a única coisa que quer, é ver o meu melhor, o NOSSO melhor.
Sinto falta das grandes brigas que terminam com os dois pedindo desculpas e em um grande e demorado beijo, seguido de uma das mais belas noites de um casal.
Sinto falta daquela que pode me abrir os olhos, opinar sobre a minha vida sem sr de forma crítica e irônica, que saiba as minhas qualidades e conviva com os meus defeitos.
Sei que, de tanto sentir falta, meus olhos têm vontade de lacrimejar, mas o meu orgulho masculino o retem, e as lágrimas que deveriam ir para fora, vão para dentro e assim pingam em meu coração, agindo como ácido e corroendo-o de pouco em pouco. Sei que esse sonho é alto demais, mas a esperança existente em mim é grande, e um dia a falta que senti será passado e guardado para o até que a morte nos separe.
A cada dia que passa, essa falta que sinto, esse buraco que me persegue, parece me tornar um velho mais ranzinza, mais chato do mundo e muito parecido com uma pessoa que não me alegro nem um pouco em lembrar.