Quem sou...

É difícil dizer como você realmente é, pois nós somos "coisas" diferentes de acordo com a maneira que as pessoas nos veêm, então você, meu leitor, após ler pelo menos dois de meus posts, diga-me o que você enxerga de seu ponto de vista privilegiado, a fim de ajudar-me a saber quem eu sou.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Leia por mim....

Olho, procuro
Mas não vejo
Sinto, exalo
Desejo

Fujo de medo
Mas volto e espero
Sinto por ti
Mais do que quero

Amo, cuido
E ainda enlouqueço
Afasto, maltrato
Mas não esqueço

Meu coração
Já foi tomado
Por ti minha querida
Estou apaixonado.

sábado, 8 de outubro de 2011

Capitulo II

Meus olhos ainda enxergavam vermelho quando ouvi meu pai chamar.
- Ricardo? Aonde você está?
- Pai estou aqui embaixo, na sala - minha voz saia quase inaudível.
Então ele desceu a escadaria e adentrou ao salão principal de sua casa.
- Pois bem, pode me explicar o que significa aquela negra em seu quarto?
- Pai, me desculpe por lhe causar tal constrangimento, porém ela estava jogada na rua, tive que ajudá-la.
- Como assim TEVE que ajudar? Ela deve ser uma escrava e cada um que cuide de seu, o que você acha que está fazendo, entra em minha casa e acha que pode fazer o que quiser? Eu não admitirei essa negrinha aqui.
- Pelo menos enquanto ela não melhora, por favor!
- E você ainda tem esperança que essa raça um dia vai se curar? E veja só você, dirigindo-se a mim como se fosse uma criancinha pedindo um animal, é patético ver essa cena novamente. Quanta tolice da minha parte, imaginar que você realmente havia melhorado, se tornado um homem de verdade, e não aquele garotinho mimado.
- Pai, olhe bem para mim e veja se isso importa agora - falei sentido grande fúria dentro de mim, mas me contendo para não expelir tudo de uma vez, e correr o risco que meu pai expulsasse a escrava de lá.
- Bom, vejo que está realmente decido no que fala, mas no mesmo segundo que essa negrinha demonstrar um lampejo de melhora, ela sai desta casa. Não quero confusões para mim.
Sei bem que com ele a palavra tem que ser mantida, já havia sido um milagre ele aceitar que a moça ficasse, não poderia desperdiçar essa chance.
-Bom, vamos falar de coisas boas - decidi mudar de assunto rapidamente, para ganhar credibilidade - Fechei negócio com os Oliveiras, eles irão comprar toda a saca que for produzida nesse mês. Pra eles é vantajoso, pois venderão para o exterior por muito mais.
-Acredito que quem tenha ditado o preço tenha sido você.
-Certamente meu pai, eles pagarão dez porcento a mais do que o preço comum, parece que a situação pros lados europeus estão boas.
-Espero que continue assim, mas ainda fico cismado. Certifique-se de que pagarão a metade de forma adiantada. Quando a esmola é muita, o santo desconfia.
-Se for um santo verdadeiro, poderá nos salvar de ...

-Sinhô, sinhô! A moça acordô!
Maria desceu as escadas gritando, com um tom de desespero e euforia em sua voz. Não sabia se a notícia era boa, pelo fato de a moça ter acordado, ou ruim por ela ter que se retirar da casa.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Capitulo I

Decidi agora contar a nossa história:

" Meu pai sempre foi muito rico, e me ensinou a construir o meu império, mas ele nunca conseguiu me explicar como ser feliz. Era verão, eu viajava bastante e tinha costume de pegar trens para as minhas viagens de negócio. A ambição estava no meu olhar, tinha tudo para fechar aquele negócio, e me tornar o maior vendedor de café do Novo Brasil. Trem no horário certo, tempo limpo, até mesmo as pessoas com quem eu encontrava eram pessoas agradáveis.
Fui, entrei naquela grande fazenda dos Oliveiras, uma das famílias mais importantes das redondezas. Eles possuem muitos contatos no exterior e sabem que a nossa próxima safra será grandiosa. Após muita conversa e apresentando números que demonstram a nossa qualidade, fechei negócio. Me retirei do casarão com o sentimento de orgulho, ao tirar os meus pés daquela terra fofa e sentar-me na carruagem, a fim de voltar à estação, meu coração pulava de tanta alegria, em fim realizei o sonho de meu pai. Nada continha a minha alegria, nem mesmo a trepidação da carruagem, causada pelas pedras no chão. Alguns minutos após o início da viagem nos deparamos com uma cena inusitada, uma moça negra aparentemente desacordada, sangrava na beira da estrada:
-Carroceiro, pare - bradei.
-Mas Senhor, deve ser uma escrava!
-Eu mandei parar.
A carruagem foi parada, desci e me agachei, ficando cara a cara com a moça. Fitei-a, seus olhos tão negros quanto a sua pele me encantaram, mas contive-me e realizei o meu propósito, ergui-a, ela sequer falava, apenas gemia e murmurava coisas imperceptíveis. Coloquei-a na carruagem:
-Ande o mais rápido que puder! - ordenei novamente.
Naquele momento, a trepidação me incomodava, não a mim diretamente, mas com o fato de poder estar machucando-a ainda mais.
Chegamos na casa de meu pai, entro com a moça nos braços, clamando por ajuda.
-Pai, chame ajuda! Dna Benta, socorra-me!
-Valha-me Deus, o que é isso meu sinhô? - Questionou a escrava mais velha do meu pai.
-Achei-a jogada no chão da estrada, você pode me ajudar com ela?
-Sim, vô pega água e uns pano.
Não calculei os meus passos, tanto que quando percebi, já estava no meu quarto que não entrava a anos. Deitei-a em minha cama, que Dna Benta sempre mantinha limpa, mas já estava cheia de sangue.
A escrava entrou entrou pela porta e me passou uns panos, ela foi usando outros para limpar a pele da moça.
-Parece que apanhou, meu senhor.
-Perece mesmo.
-E o que vai fazer com ela?
-Não sei, primeiro vamos cuidar de seus ferimentos.
Estava atordoado - e se ela for mesmo uma escrava? E seu o seu dono a quisesse de volta? Bom deixe isso pra depois - e pensei em coisas horríveis.
....."


Um Mini desabafo...

Dê-me motivos para acreditar que tudo que eu penso é uma mentira, e que tudo que sinto nunca existiu, nunca passou de um sonho. Não quero, não posso, não consigo esquecer seus olhos que parecem não terem dormido a noite inteira, que parecem cansados, mas mesmo assim esforçam-se para ficarem abertos. Amo, idolatro, venero o seu stress, o jeito que você fica quando está brava e me olha, até que eu fico calado e você ri. Contemplo,  admiro, aprendo com as suas ideologias, as suas músicas alternativas, suas maneiras de pensar, que fazem de você um tanto quanto perecida comigo.
Espero que um dia você pare e reflita a sua vida, veja que eu estou aqui esperando de braços abertos para lhe acolher, e sempre, sempre, sempre que precisar é só me chamar, que estarei de prontidão para lhe ajudar, por mais que você sempre me esnobe e me magoe.
No dia em que ler esse texto, entenderá.