A mentalidade do ser humano evoluiu muito no quesito preconceito. É fácil de encontrar hoje, pessoas que lutem contra o machismo, a homofobia, o racismo etc. Mas no entanto, ao mesmo tempo em que essa categoria aumenta, surge um grupo de pessoas que enxergam tudo de um modo distorcido, tentando encaixar questões simples na categoria dos "politicamente corretos". Exemplos:
- Contei a alguns colegas de um sonho meu, onde eu tinha três filhos. O mais velho era um menino, de aparentemente uns 10 anos, o mais novo tinha uns 2 anos, era uma menina, já o do meio tinha uns 5 ou 6 anos e eu não consegui definir o sexo, talvez pelo fato de eu só visualizá-lo rapidamente. Logo que terminei de falar sai a seguinte frase: "Nossa, como o Guilherme é preconceituoso, homofóbico".
- Ao ouvir um pedido de uma colega para que a outra cortasse o cabelo, eu intervi e falei que em minha opinião o cabelo dela era bonito grande, além de eu não gostar muito de cabelos curtos. Logo fui cortado e obrigado a ouvir a seguinte frase; "Olha só essa sociedade machista se manifestando, onde as mulheres são obrigadas a andarem com cabelos até a bunda".
Nesse dois casos eu vejo uma enorme distorção da verdadeira causa daquelas pessoas que lutam contra o preconceito. Será que eu fui preconceituoso simplesmente pelo fato de não conseguir identificar o sexo de uma criança em um SONHO? Ou fui machista ao expor o meu pensamento e o meu gosto?
Com esses casos pude detectar esse novo grupo que não sabe distinguir preconceito de um simples caso sem maldade. As acusações poderiam ser realizadas numo boa se as minhas frases fossem as seguintes:
"Não sabia se era um menino ou uma menina, perecia andrógeno. Credo" ou então "Aff, não deixe seu cabelo curto, fica parecendo homem".
É necessário uma melhor avaliação de o que é ou não preconceito, daqui a alguns dias Monteiro Lobato poderá ser novamente julgado de atos preconceituosos, pelo fato de o único deficiente no Sítio do Picapau Amarelo ser negro.
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